Consumo Consciente

   Somos levados a crer que somos apenas vítimas das injustiças sociais geradoras de violência, da degradação do ser humano ou da destruição acelerada do ambiente e recursos naturais. Isto porque a informação sempre chega até nós de forma compartimentada e superficial, obscurecendo as conexões ocultas entre os sistemas produtivos e os grandes problemas que nos afligem.
   A mídia de massa é um grande meio de DESINFORMAÇÃO, ALIENAÇÃO E MASSIFICAÇÃO! Por trás disto estão os interesses econômicos.
   Existe uma forte e clara tendência de quanto mais industrializados e artificiais (sintéticos) forem os produtos que consumimos, maiores serão os danos implícitos ao ambiente e à estrutura social, maior será o gasto em transporte, em embalagens, em aditivos químicos, em saúde e assim por diante.
   O simples fato de boicotar este produto comprando de um produtor local faz com que cortemos a energia de toda uma engrenagem que movimenta o mundo, que financia e justifica guerras, que gera miséria e diminui a vida na Terra.
   Você já parou para pensar que quando você compra um produto, está investindo na empresa e no que ela faz e pode afetar até centenas de pessoas em maior ou menor grau.
   A indústria de escala concorre e esmaga o pequeno produtor, tira do campo o agricultor familiar, concentra pessoas onde circula dinheiro e concentra o dinheiro onde tem mais pessoas. E multiplicam-se as favelas e a necessidade de “empregos” que justifica o crescimento ilimitado da indústria em um círculo vicioso.
   Podemos fazer alguma coisa, onde estivermos, a partir de agora! Não se trata de abrir mão repentinamente de tudo que nos acostumamos a usar, mas estarmos conscientes do nosso consumo para aderir ao processo de mudança. Neste processo, nos damos conta de que sempre é possível reduzir os danos, fazer as escolhas menos nocivas. Por exemplo, escolher entre dois produtos semelhantes aquele que foi produzido mais próximo, dar preferência a sistemas cooperativados de produção, comprar na feira, de um produtor local que não use agrotóxicos e nem transgênicos. Estarmos conscientes de que, ao consumir, geramos uma demanda, seja de uma garrafa pet, uma sacola de plástico ou de papel feito com celulose de monoculturas.
   A Índia fez uma revolução cuja arma mais potente foi o boicote aos produtos ingleses!
  Aliás, primeiramente devemos repensar se precisamos consumir tanto. De ceder tanto aos impulsos impostos pela mídia e pela sociedade. Nunca tivemos tantos bens materiais e ao mesmo tempo estamos nos tornando uma sociedade infeliz e doente, e isto é uma clara evidência de que a felicidade não está no consumismo, não está nos bens materiais.
    A felicidade está nas coisas simples da vida!


Os 7 Rs do Consumo Consciente:
RECUSAR
REDUZIR
RECONDICIONAR
REUTILIZAR
RECICLAR
REPENSAR
RESPEITAR

Reduza seu consumo. Busque satisfação nas relações ao invés de produtos;
Recicle o seu lixo como última opção e repense sobre seu consumo;
Dê preferência a produtos o menos industrializados possível;
Dê preferência a produtos fabricados o mais próximo de você;
Evite produtos de multinacionais;
Consuma alimentos orgânicos;
Cuide da sua saúde e evite os caríssimos remédios da mafiosa indústria químico-farmacêutica;
Respeite o processo gradual de mudança em você e nos outros. Não adquira o rótulo de ”ecochato”;

*Texto extraído da Apostila Caminhos Para a Vida Sustentável, edição 2009 da Ecovila Arca Verde - RS.


Agrotóxicos

   Campeão mundial no uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em outros países. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia (UE), Estados Unidos e um deles até no Paraguai. A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
   O uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Em 2009, saltou para 2,37 mil t. "Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam", resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner.

  Os agrotóxicos são um gravíssimo problema atual! A desculpa para usar estes venenos que intoxicam águas, terras, pessoas, animais, plantas... é que são necessários para controlar as pragas e em uma menor área se produzir vegetais maiores com os adubos químicos e acabar com o problema da fome mundial.
   Na verdade as “pragas” que atacam as lavouras de monocultura são apenas uma resposta da natureza contra a destruição da biodiversidade. Se houver biodiversidade haverá maior equilíbrio no sistema e pragas podem ser controladas com predadores naturais (controle biológico), ervas repelentes etc., como era antigamente.
   Já os adubos químicos, além de atuarem como biocidas, destruindo a vida no solo, enfraquecem os vegetais aumentando o seu tamanho e o teor de água, tornando-os um prato para as pragas e doenças. Aí começa um círculo vicioso, pois com plantas enfraquecidas necessita-se de mais agrotóxicos e daí mais adubos químicos...
   Um vegetal criado de forma orgânica, ou seja, sem venenos, é menor porém tem muito mais nutrientes. A melhor opção é comprar de um produtor local que não utiliza venenos em suas plantações. Além de cuidar da sua saúde, comprando de um produtor local você deixa o dinheiro na sua comunidade e diminui a demanda por petróleo para o transporte.



Fluoretação da água potável

A fluoretação da água potável já é proibida nos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, China, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Japão, Noruega, Suécia e outros...

• O flúor é mais tóxico que o chumbo, cuja quantidade na água potável não deve superar 0,4 partes por milhão (ppm). O nível do flúor na água potável costuma ser de 1,5 ppm.
• Em um relatório da Universidade da Flórida é dito: “Uma solução de 0,45 ppm de fluoreto de sódio é suficiente para fazer com que as reações sensoriais e mentais fiquem mais lentas”.
• Na Sicília foi achada uma relação entre as regiões de alta concentração de flúor na água com a ocorrência de graves doenças dentárias.
• A US Food and Drug Admistration considera que o flúor é um medicamento não aprovado, para o qual não existem provas de inocuidade e de efetividade.
O “flúor na água” leva ao surgimento de vários problemas orgânicos e mentais nos seres humanos. O argumento que se usa para adicionar o veneno chamado flúor na água usada para beber é que o flúor contribui para proteger os dentes, algo que nunca foi provado conclusivamente. Em outros estudos foi provado que o flúor pode causar problemas ósseos, dentários e câncer. Descobriu-se que repetidas doses em quantidades muito pequenas de flúor afetam o cérebro, envenenando e narcotizando lentamente as pessoas e tornando-as submissas.